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WORLDWIDE . Antonio Pessoa
PORTUGAL ARTE
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       Casa da Calçada . Relais & Châteaux
 
               AMARANTE ~~ PORTUGAL
                    tel . 00351 . 255 410 830
 
                  ffafonso@casadacalcada.com 
 
                       www.casadacalcada.com
 
 
   Exposição de pintura de António Pessoa,na Casa da Calçada . Relais& Châteaux,inauguração dia 12 de Maio 2007 pelas 19:00 e patente ao público até 12 de Agosto,2007.
   Retrospectiva da época Romântica,1997-2002,realizada em Vigo,Galiza e uma das mais importantes colecções do artista.
   Por muito estranho e até exaustivo que possa eventualmente dar a entender,nunca é demasiado desenvolver novas abordagens em jeito de mera análise e se assim o desejamos até de contínua investigação,sobre a mundialmente badalada Época Romântica de António Pessoa,que como é do conhecimento geral consta de um espaço de tempo entre 1997 e 2002.
   Informa-se repetidamente porque nunca é demais salientar,que estes cinco anos são de especial relevância primordialmente pelo calibre de super-produção a qual efectivamente a distingue e a destaca de tudo quanto foi feito em tão reduzido espaço de tempo por artistas de todas as nacionalidades nos últimos cem anos,com excepção de uns poucos,designadamente Pablo Picasso,Salvador Dali,Jackson Pollock,DiegoRivera e talvez Fernando Botero.
   Infelizmente,apesar do grande desenvolvimento técnico,estético e até filosófico-criativo que António Pessoa tem de facto demonstrado desde 2003 até aos dias de hoje,é bastante improvável que o artista português volte a repetir semelhante proeza,pelo menos em termos quantitativos.
   De facto a Época Romântica de António Pessoa vai-se tornando mais famosa e mais consagrada justamente em proporção aos anos que nos separam do fim da mesma,por variadissimas razões mas essencialmente pela quase sobre-humana abundância de unidades pictóricas,sejam desenhos,aguarelas,acrílicos sobre papel,collages,toda uma infindável gama de técnicas mistas e claro,a grande obra por excelência,óleos sobre tela,centenas dos quais de grandes dimensões.
   É de sublinhar a satisfação que todos partilhamos com esta mostra
de pintura de excelente qualidade,particularmente tratando-se de uma das mais belas cidades portuguêsas e sem minimizar a felicidade do artista em saber a sua obra uma vez mais disponivel para o público nacional.
 
     
     Luis Santiago
 
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                         O Pincel ataca de novo !
 
   The Brush strikes again (O Pincel ataca de novo ) é o retomar da colecção Art on White iniciada em 2006 e agora surgindo numa refrescante e nova versão de 2007,uma premonição de futuros trabalhos
do artista,naturalmente uns mais felizes do que outros como não podia deixar de ser.Longe ainda está o separar o trigo do joio para aquilo que
inevitavelmente um dia será o Best Of 2007.
   A colecção Art on White 2006 de António Pessoa teve o aplauso do público,dos criticos de arte e de alguns galeristas os quais um a um foram considerando Art on White como uma das melhores séries deste artista
plástico desde o celebérrimo Black and White album 1997-1998.
   Talvez a mais relevante diferença é o facto de António Pessoa hoje em dia parecer ter-se livrado de algumas demasiado obvias influências que
dez anos atrás o bombardeavam incessantemente no exercicio plástico
e até no pensamento.
   Talvez o interregno de 2005 tenha sido afinal de contas o tempo de reflexão necessário a um corte drástico com os fantasmas do passado,ou talvez simplesmente o nascimento de uma nova filosofia de vida dando lugar a uma nova perspectiva plástica e consequentemente a uma nova linha estética.
   António Pessoa em 2006 surpreendendo todos e mais ninguém surge
mais além do conceito average contemporâneo com The NEW ERA .
   A chuva de boas e más criticas não se fez esperar.A predominância de um positivismo geral falou por si mesma e The NEW ERA foi recebida com
entusiasmo e alegria,sem grande espalhafato nem levantar muita polémica.
   Para polémico já temos o artista,bem mais controverso que as suas próprias criações artisticas.Este é o boca-a-boca e é realmente verdade.
   A minha humilde opinião como critico e professor de pintura e História de Arte,pode até eventualmente ser talvez a mais objectiva,dado que a minha relação com o artista é coisa recente,ao contrário de Luis Santiago,Vicente Fernández Lago,Pierre Fontanals,Nancy Igartiburu e naturalmente Jacob Kotsky,que são colaboradores e amigos intimos de
António Pessoa ,já de longa data.
   A minha análise,a qual confere-me o direito de me manifestar segundo
o modelo em vigor de livre expressão,leva-me a concluir uma infindável
teia de contradições tanto na vida como na obra do artista.
   E a conclusão à qual eu chego é que com António Pessoa há que
forçosamente separar o trigo do joio e o homem do artista.
   De uma modo geral considero que a obra de Pessoa é excelente,não pretendendo com isto dizer que penso que tudo o que ele dá à luz é bom.
   Estou plenamente convencido de que o próprio artista tem nitida consciência deste eventual desnivel de qualidade,coisa que segundo me consta não parece consistir numa preocupação para o próprio mas sim uma realidade inevitável a uma sempre contínua mega-produção,o que é o caso.
   A extenuante salgalhada de influências que marcam a Época Romântica de António Pessoa,1997-2002,onde modelos como Francis Bacon,Georg Baselitz,Pablo Picasso,Henry Matisse,Paul Cadmus,Alberto Giacometti,Vieira da Silva,Frank Stella,Miró,Andy Warhol e até mesmo Salvador Dali...parecem ter sido arrumadas,empacotadas e enviadas por
correio para o reino do esquecimento.
   António Pessoa, milagrosamente surge com The NEW ERA em 2006 mais do que nunca igual a si próprio.
   Obras como August Storm,The Brain e Contemporary Plus,entre outras,
marcam a diferença,acentuam um certo minimalismo e estudada simplicidade conceptual,deixando claro um apuradissimo critério de qualidade e ao mesmo tempo conservando a riqueza das cores e das formas da mais bela tradição das Belas Artes.
 
 
 
         Rafael Medina
 
 
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               Arte - António Pessoa - Arte
 
      . um Satélite-Espião Made in Portugal .

 
   Quando surgiu,que é como quem diz,quando surgiu a ideia e a decisão
de efectivamente andar para a frente com o projecto Worldwide - Antonio
Pessoa,uma das primeiras intervenções do artista e comunicador foi nada
mais nada menos que bater o pé e fazer indiscutivel questão de que o público português tivesse a oportunidade de acompanhar esta que
promete ser a odisseia das odisseias a nivel internacional,no idioma de
Camões,ou se preferirem de Fernando Pessoa...ou ainda Saramago.
   António Pessoa a dado momento toma consciência de que a maior parte dos seus amigos e criticos de arte são de Madrid,Barcelona,Europa Centro e Estados Unidos.Apenas eu e Nancy Igartiburu Anderson faziamos o núcleo de expressão portuguêsa.Nancy,estes últimos anos
vivendo freneticamente entre Paris e São Paulo e com graves problemas familiares,não podia comprometer-se uma vez mais com António Pessoa,pelo menos dentro de um contexto de colaboração que exigiria desde logo à partida uma dedicação quotidiana e suficientemente intensa.
   Mea culpa,mea culpa,porém confesso que cheguei ao ponto de tentar
dissuadir António Pessoa com o simples e simplório argumento de que
um país de dimensões reduzidas e escassa população como Portugal,
não iria fazer grande diferença num projecto absolutamente internacional.
   Ainda não tinha terminado a minha tese e já António fazia uma das suas
revoluções de causa,razão,lógica,patriotismo e obrigação.Em menos de uma semana calculo que tenha feito mais de cinquenta chamadas de longa duração,sem contar as infinitas trocas de e-mails e um bloco de notas onde ia organizando o assunto em questão o melhor que podia e sabia.
   Graças a Deus, Rafael Medina de Sousa foi a nossa salvação,um milagre
justo à medida de uma situação que não tinha outro remédio que uma solução.Por seu intermédio pudemos aceder ao espirito voluntário dos mais jovens e talentosos,que para além de gostarem do trabalho do artista gozam do talento e facilidade de expressão literária com fluidez e poder de retórica mais que suficientes para um certo tipo de jornalismo de qualidade e os conhecimentos de arte imprescindíveis a uma análise profunda,legitima e genuina.
   Por conseguinte,com Anabela Tavares,Rafael Medina de Sousa,Gabriela Hoffman e eu próprio,acabamos por solucionar a questão e nesse fim-de-
semana chuvoso e húmido de Fevereiro,2007,encontramo-nos todos no aeroporto internacional de Faro para dois intensos mas divertidos dias de conversações com alguma borga à mistura.
   António Pessoa tinha ficado no seu Home Studio em Santa Eulalia,Ibiza,
mas sempre acompanhando o desenrolar da novela à minha custa ,pois era eu quem fazia as chamadas com o caríssimo prefixo 0034.
   Assim nascia Arte,António Pessoa,Arte,um projecto que até agora tem funcionado dentro de uma agradável atmosfera de companheirismo e carolice,e algum interesse decorativo que é para mais não dizer,contando
com a generosidade do artista sem descurar o seu bem conhecido genuino sentido de gratidão.
   António Pessoa,não nutrindo nenhum especial interesse por internet a não ser para sessões de consulta referentes a outros colegas artistas,
Museus e galerias de arte da primeira divisão,desde o Verão de 2006 que se queixa sistematicamente da escassa informação sobre o seu trabalho no idioma de Camões.
   Assim seja feita a sua vontade,que a mim pessoalmente parece-me uma excelente tomada de posição.
   Não são raras as vezes em que António Pessoa sentado à mesa do restaurante frente a frente com Vicente Fernández Lago,de falinhas mansas mas sem gaguejar,lhe aponta o dedo e queixa-se da pouca
divulgação que tem feito da sua obra no seu país natal.Vicente Fernández
disfarçando-se de bom perdedor,arruma a questão com um "lo siento muchísimo" para em seguida lembrar ao artista que em contrapartida a
sua reputação no país das castanholas foi muito mais além das expectativas e tudo isso graças a ele...a Don Vicente Fernández Lago.
   Estas pequenas ambivalências que segundo consta já existem e persistem desde o século passado,desta vez o artista vê-se obrigado a tomar a iniciativa asegurando-se na medida do possivel e dos recursos humanos disponiveis,de que os portuguêses amigos das artes plásticas e muito particularmente do seu trabalho possam de facto e em tempo real seguir com o minimo de diferenças de fusos horários,tudo o que de bom e menos bom se vai passando com o empolgante enredo de Worldwide - Antonio Pessoa.
   Worldwide-Antonio Pessoa,mais uma das ambiciosas ideias de Jacob Kotsky,o gentleman de origen polaca que desde os anos noventa que
tem como prioridade quotidiana o estudo de toda a vida de António Pessoa,obra,passada,presente e futura,naturalmente nutre um interesse especial em que o projecto Worldwide tenha todos os ingredientes de
uma fascinante aventura intercontinental,uma especie de trágico-comédia
inevitável e comparativamente proporcional à vida e obra do artista.
   Ainda que António Pessoa,hoje em dia tenha acalmado e de alguma forma adquirido uma sóbria maturidade e um Know How mais próprio de um cavalheiro do que do aventureiro irrequieto de um passado não muito distante,diga-se de passagem;Jacob Kotsky talvez seja o último a deixar-se enganar,já que quanto a mim,tenho uma credível impressão de que intrinsecamente conhece melhor o artista do que a sua própria mãe,o que
me leva facilmente a deduzir que toda esta bonança e calmaria na vida de
António Pessoa muito provavelmente aos olhos e sentidos apuradissimos de Mr.Kotsky é justamente aquela estranha sensação de silêncio e imobilidade estática que normalmente antecede as tempestades.
   A vêr vamos.Seja como for,aqui ficam os votos em meu nome e em nome de toda a equipa,de que Arte,António Pessoa,Arte venha a ser um
notável satélite espião Made in Portugal,não só para fazer uma cobertura
informativa e analitica de Worldwide mas também que com o passar das semanas e meses possa de facto adquirir uma alma própria e autonomia
suficiente para tornar-se num ponto de referência importante para muitos
portuguêses e brasileiros interessados em boa arte contemporânea e
muito particularmente na obra,aventuras e desventuras da Nova Era de um artista chamado António Pessoa.
  
 
 
 
 
                 Luis Santiago
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                     Antonio Pessoa Art Gallery
 
 

De todos os modos e curiosamente,esta peculiar reserva em relação às galerias de arte,tem sido desde muito cedo no percurso artistico e profissional de António Pessoa,não de maneira nenhuma um contencioso
ou coisa que o valha,mas sim uma opção,ou melhor dizendo, uma reacção natural e espontânea,por um lado devido à típica lentidão e falta de dinamismo de muitissimas galerias de arte,contudo entendemos que
o que mais tem contribuido para este facto deve-se essencialmente à
verdadeira natureza do artista encaminhando-o desde a sua adolescência
para um modelo,digamos,talvez mais autónomo de gerir a sua carreira e consequentemente a sua vida privada e pessoal.
   Segundo os inúmeros apontamentos biográficos de Mr.Jacob Kotsky
na elaboração do livro About Antonio Pessoa,é sabido que remontando aos seus tempos de Amsterdão,ainda com apenas dezasete anos de idade,o jovem artista já demonstrava os primeiros sintomas da sua
intuitiva apetência por trabalhar com intermediários,desta forma,digo eu,talvez sendo afinal de contas uma certa vantagem na medida em que este modus operandi seguramente lhe permitia usufruir de mais espaço anímico vital e tempo real para assim ir paulatinamente desenvolvendo a
técnica e o aprumo da sua já promissora coerência criativa.
   Primeiro,Gerard Meerman toma nas suas mãos a gestão comercial das
primeiras obras de António Pessoa na Holanda,estamos a falar do inicio dos anos oitenta.Mais tarde Peter van Dijk interessa-se pela divulgação e venda dos trabalhos do artista português,neste caso não tanto por uma questão meramente económica mas essencialmente por motivos de cumplicidade legitima como se veio a revelar.O mesmo já não se pode dizer do americano Lee Roberts que escassos anos mais tarde viu na
obra de Pessoa uma boa oportunidade de realizar dinheiro facilmente.
   Seja como for,o interessante desta análise é efectivamente concluirmos que desde uma tenra idade,António Pessoa parece ter encontrado neste modelo de trabalho de equipa a velocidade de acção
justamente adequada ao seu ritmo de produção e temperamento.
   Este quase desinteresse e até indiferença por trabalhar com galerias de arte veio dez anos mais tarde a tomar proporções bastante mais acentuadas quando em finais dos anos oitenta e principio dos noventa,
António Pessoa pelas mãos de Ana Ferreira Mendes começa a expôr em hoteis e casinos até à altura em que conhece Alfredo Moreira,aquele que
viria a ser seu Marchante durante quase toda a última década do outro milénio.
   Mais tarde,já residindo em Vigo,com Vicente Fernández Lago dá-se o mesmo fenómeno de  Déjà Vu,tornando-se até aos dias de hoje o administrador da obra de António Pessoa em Portugal e norte de Espanha.
   Apesar do facto de tanto Alfredo Moreira,então director da galeria Almacem na cidade do Porto como Vicente Fernández Lago,director e proprietário da galeria Trastevere em Vigo,possuirem estes espaços,
efectivamente galerias de arte,a forma como sempre trabalharam com António Pessoa obedecia a um quase modelo de exclusividade,chegando
Vicente Fernández mesmo ao ponto de ter Pessoa representado como Artista Único.
   Com a posta em prática e em cena do Ciclo Zodiaco,já no novo milénio,
atingindo o seu nivel máximo em Barcelona 2004 com mais de um milhar de clientes,António Pessoa conquista de uma forma absoluta a sua
autonomia e total independência,naturalmente acentuando de um modo
mais radical a sua falta de motivação directa em ajustar a sua carreira às agendas frenéticas e superlotadas das galerias de arte espalhadas pelos cinco continentes.
   Resumindo não restam contrapartidas de que o contraponto da situação tem o seu epicentro em meados dos noventa,quando,efectivamente e
sem a necessidade de complicadas equações matemáticas,António Pessoa recebe de braços abertos as oportunidades que a Divina Providência lhe entregou assim de bandeja e que o artista soube aproveitar obviamente com a capacidade laboral a que nos tem invariavelmente habituados e o talento inegável que,verdade seja dita,em vez de lhe ter subido à cabeça, transformou-se em produção,estudo contínuo e uma especie de humildade que só os grandes homens sabem vestir sem que corram o risco de parecer mediocres arrogantes disfarçados de falsa modéstia.
   António Pessoa,por assim dizer,em meados dos anos noventa sente-se nas suas sete quintas nesta situação de autonomia,na qual pode-se dar ao luxo de dedicar-se de corpo e alma às artes plásticas sem qualquer
tipo de interrupções e contratempos dignos de que sejam suficientemente
relevantes ao ponto de termos que os mencionar.
   Naturalmente que o preço que teve que pagar foi um especial atraso na
consagração de uma certa popularidade e reputação mundial,facto este
no entanto atenuado por uma situação financeira ,diga-se de passagem,muito pouco comum num jovem músico e excelente pianista
recém-chegado ao mundo das artes.
   Nesta situação de autonomia em que tanto Alfredo Moreira do Porto como Vicente Fernández Lago de Vigo tiveram o papel de mecenas,
marchante,relações públicas e administradores da obra,António Pessoa
não deixa o destino ao sabor da vontade dos Deuses e inventa ou adapta
à sua própria maneira um método criativo-laboral,que ele mesmo entitula
Acção Directa Total.
   É pois em plenos anos noventa que o jovem artista usufruindo do consistente e subsistente apoio de dois mecenas que nele sabiamente
apostam,nesta tranquila atmosfera de plena autonomia e num mega-estudio que fica na História como Atlantis;que António Pessoa entra, de
pincel na mão e a tela no cavalete,na mais produtiva odisseia desde os
mestres do Renascimento,Pablo Picasso e mesmo Dali.
   Esta epopeia de versões e invenções plásticas,segundo o método Acção Directa Total,acaba por ser internacionalmente conhecida como
"The Romantic Period" , A Época Romântica,1997-2002.
   António Pessoa,reconhece,sabe e admite que nenhum de todos estes privilégios teriam sido possiveis se tivesse optado por um tipo de mercado,digamos,mais ortodoxo,mais caprichoso,mais lento,pseudo-
intelectual e muito possivelmente o derradeiro golpe de misericórdia na
sua alucinante evolução através do universo Ibérico da arte contemporânea.
 
 
 
 
                 Luis Santiago
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                       António Pessoa . Hoje e Amanhã...
 

 
    António Pessoa,hoje é mais que un artista,mais que um comunicador
do universo plástico contemporâneo,mais que um modelo que muitos colegas de oficio e profissão tentam seguir.
   António Pessoa hoje é uma Marca,uma referência exacta dentro do núcleo artistico total.Um jovem artista prematuramente bem instalado no
projecto de vida,familia e profissão que ele e os seus colaboradores
souberam inteligentemente conceber,pacientemente estruturar e agora,
em jeito de manutenção vão seguindo o mesmo critério de dinamismo,sobriedade e equilibrio,elementos os quais justamente se adaptam como uma luva à personalidade contemplativa do artista.
   Entre a figura pública e o homem,existe a mesma diferença que entre o dia e a noite.É muito frequente ainda que muitos se enganem na hora de avaliar António Pessoa,não na sua indiscutivel qualidade artistica,mas sim na sua postura pessoal perante a vida,perante si mesmo,perante os que o rodeiam e num caso muito particular e crucial,perante o mercado da arte e todos os que nele estão directa ou indirectamente envolvidos.
   Frequentememte criticado por ser arrogante,altivo e até déspota,apenas
felizmente,por aqueles que não o conhecem,para não falar dos invejositos de meia tigela que da má lingua se viciam porque melhor não sabem fazer
nem dizer;António Pessoa sem grande esforço,diga-se de passagem,faz ouvidos de mouco,já que tudo joga a seu favor para dar-se ao luxo de não fazer caso a escupidelas sem saliva e mordidelas sem caninos.
   Nada melhor que para um pintor do seu calibre para pura e simplesmente estar-se nas tintas...e mesmo que não estivesse,verdade
seja dita,também não teria tempo para isso!
   Claro que me refiro essencialmente a galerias de arte da segunda divisão que pensam que são grande coisa,aparentando aquela altivez
saloia dos pobres pretenciosos a Jet Set com patéticos ares de snobismo
de curso por correspondência,uma formação artistica empiricamente insuficiente e pior de tudo uma perspectiva do mercado de arte global
absolutamente obsoleta e desqualificada.
   Uma vez mais,perante esta hilariante realidade,António Pessoa desconsoladamente não tem outro remédio que recorrer (metaforicamente falando) a anestesia local!Desliga,esquece e ponto final.
   Hoje,como se não bastasse o Ciclo Zodiaco para lhe tirar toda a produção actual das mãos e garantir-lhe um nivel de vida muito mais além das suas necessidades básicas,por assim dizer...Hoje,como se não bastasse o infinito leque de luxuosos hoteis prontamente disponiveis para expõr a sua Obra...Hoje,artista António Pessoa,é um profissional que sabe com milimétrica precisão aquilo que quer,como,quando e onde...e em que
bases de acordo e modelo de trabalho poderá eventualmente colaborar com as Top galerias de arte.
   Isto nada tem a vêr com arrogância,mas sim, aliás como qualquer cidadão com dois dedos de testa pode facilmente concluir,com um elevado grau de exigência, um notável calibre de honestidade,postura,
atitude e principalmente um imaculado sentido de profissionalismo!
   É este António Pessoa,um corajoso homem que sobreviveu com notável dignidade e dedicação,a todos estes anos de boas e más experiências no mercado da arte contemporânea,absorvendo e assimilando conhecimentos,ensinamentos,calo e maturidade.
   Ao que tudo indica o artista e comunicador ,Hoje...prepara-se tranquilamente para o Amanhã,na certeza porém de que na pior das hipóteses tudo irá ser estruturado da única forma possivel.
   À sua maneira!
   Por conseguinte,o inventor da New Era,ainda vai dar muito mais que falar,mas decididamente à sua maneira e tudo o que não vá de encontro a este nobre conceito é o mesmo que dizer que nunca aconteceu nem vai ter lugar.
   António Pessoa deste modo e desta maneira,acaba não só por estar no mundo da arte com nobreza,prestigio,dignidade e profissionalismo,como
também por enobrecer,prestigiar e engrandecer a classe dos jovens artistas plásticos.
   Efectivamente desde hà uns tempos até à data , António Pessoa é sistematicamente consultado por colegas artistas de todos os cinco continentes,pedindo-lhe conselhos na esperança de obterem respostas a
infindáveis e tumultuosas dúvidas,na esperança de sentirem nas mãos o molho de chaves capaz de abrir algumas portas deste mundo elitista e impiedoso que é o mercado de arte hoje em dia.
   António Pessoa,um homem com o mundo nas mãos,não se esforça por aparentar humildade,pois a sua é legitima,natural e latente.Um artista português que embora tranquilamente soberano,não deixa para amanhã o que pode fazer hoje.Um homem sobriamente tranquilo,porém decididamente um homem de acção.Sem dúvida as qualidades flagrantes que o têem transportado sem especial esforço até ao lugar ao sol onde hoje se encontra,não menosprezando a sua inegável genialidade ,esse
talento exuberante e abundante,o qual aliado a uma estranha e rara capacidade laboral,fazem a quimica,o Todo,o fenómeno,a marca António Pessoa.
   Amanhã,que é quando o hoje deixa de ser hoje para ser ontem,o artista
português uma vez mais viaja a Nova Iorque,Chicago,Los Angeles e San Francisco  para reestabelecer o ideia do seu Projecto.Escusado será dizer que não serão necessários grandes preâmbulos de retórica,nem
exaustivas sessões de negociações bilaterais,como quem desesperada e
obstinadamente busca soluções mediocres "alternativas".
   Efectivamente,António Pessoa desde hà muito tempo que leva "take it or leave it" escrito no brilho do seu olhar,na imobilidade desconcertante que só uma profunda segurança e tranquilidade permitem.
   E como se tudo isto não fosse mais do que suficiente,a New Era do artista luso atingiu o centro do alvo,apanhando o mundo intelectual de surpresa e colocando o conceito de arte contemporânea numa situação embaraçosamente dificil.
   António Pessoa,sem tirar nem pôr,sem pré-avisos,enfadonhos preliminares,voluminosas teses nem conferências de imprensa,deu o seu
vanguardiata conceito denominado Contemporary Plus como dado adquirido,pintado e assinado.Dito e feito,sempre invariavelmente à sua maneira!
   E à sua maneira será!
   Contemporary Plus,fez com que  a muitos se lhes caissem os dentes,
ainda não de todo recuperados do impacto da New Era- António Pessoa,
o conceito aparentemente inocente e aparentemente simplesmente estético de Contemporary Plus,vai tomando gradualmente uma função
clinicamente devastadora,de facto provocando um efeito que vai fazendo com que a noção de arte contemporânea seja uma corrente digna de museu,dignamente "démodé",elegantemente ultrapassada e historicamente arquivada!
   E a questão que fica por agora suavemente pairando no ar,é:
   Que mais cartas-surpresa terá António Pessoa escondidas na manga?
   Um Ás de Ouros?
 
 
  
  
                                 Anabela Tavares
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                           Atlantis,Vigo - A Época Romântica
 
 

   António Pessoa consegue um mega espaço não muito longe de Vila Nova de Cerveira,rodeado de bosques e dos bons ares da natureza com uma espectacular vista e bons vizinhos,rústicos mas de boa fé.
   As suas visitas a Cerveira ao principio assiduas tornam-se cada vez menos frequentes.De algum modo a ideia que tinha da terra de facto aos seus olhos acabou por não corresponder às expectativas.
   Alguns meses mais tarde António Pessoa descobre aquele que vai ser
o estudio Atlantis,justamente em frente à praia do Samil,Vigo.Este vai ser durante cinco maravilhosos anos o seu atelier,casa e paraíso celestial.
   Vigo oferece-lhe aquilo que o Porto nunca teve, a capacidade de conceder-lhe"La Fiesta de la Vída",alegria,noites escaldantes,"La Movída" espanhola e amigos para toda a vida.Neste ambiente,acaba por reencontrar-se e e neste ambiente se inspira para concretizar efectivamente a sua mais intensa e frenética epopeia plástica.
   A Época Romântica!
   Ainda que a principio dilacerado pelo estado obsoleto em que a arte galega se tinha deixado adormecer,António Pessoa de alguma forma sabe superar esta realidade concebendo novas e mais contemporâneas versões imprimindo-lhes o exotismo necessário e a sexualidade ainda que sabiamente camuflada,adicionando os seus próprios ingredientes e especiarias através de uma culinária plástica estranhamente híbrida e ao
mesmo tempo concentrada num modelo de linguagem e expressão artistica globalmente uniforme.
   Parece-me oportuno mencionar que António Pessoa,sempre fazendo justiça à sua reputação e cada vez mais igual a si mesmo,mesmo dando-se o indiscutivel caso de não ser de seu estilo fazer qualquer tipo de cedências,é e sempre tem sido sintoma da sua natureza como artista e comunicador,ir ao encontro do público utilizando uma linguagem plástica compreensivel.
   António Pessoa,um pouco em jeito de graça,conta que certa vez o
Prof.Eduardo Calvet de Magalhães,fundador da escola e galeria Árvore do Porto,lhe disse directamente"você ,António Pessoa,é um pintor maldito,
sabe o que as pessoas gostam e dá-lhes!"
   Há de facto uma mais que certa verdade nesta afirmação,seja com retoque ou com mais ou menos subtileza,o certo é que o artista sempre
aplaudido por muitos e criticado por poucos,toma desde o inicio da sua carreira esta posição tipicamente Hollywoodesca,não tanto por calculismo adquirido mas sim de facto por natural genética tendência levando-o a
absorver e logo e por conseguinte a espelhar as sugestões culturais,sociais e ambientais que mais lhe estão próximas.
   De bom presságio,esta caracteristica da sua natureza,vistas bem as coisas,de facto tem-lhe trazido mais beneficios que desvantagens.
   António Pessoa,qual Camaleão,ainda que sempre patente o selo do seu
estilo de pose,jeito e pincelada,muda de temática como quem muda de camisa,esgotando todas as possibilidades e mais importante não permitindo que o tédio de maneira nenhuma invada o espectador,como um longo desfile de obviedades de nos fazer dormir e bocejar por mais.
   E é com estas e com outras que a partir de 1996,um artista luso entra em Espanha e sem muito hesitar,começa a deitar cartas na mesa.
   Conhece o galerista Carlos Alvarez,quem se apaixona imediatamente pela sua pintura,Alpide Villa Rodriguez,um dos maiores coleccionadores de arte em toda a Galiza,Faustino Moiños ,um jovem mecenas à maneira e por então dono do charmoso pub-galeria Pianíssimo...onde António Pessoa para além de expôr e bem vender as suas obras,encantava a noite viguesa com a sua soltura e sentimento musical no piano de cauda
que hoje tem a sua assinatura...
    ...e finalmente,aquele que viria a ser o administrador da obra de António Pessoa em Portugal e norte de Espanha,Vicente Fernández Lago.
   Em 1998 Fernández Lago patrocina um dos mais importantes,controversos,originais e eruditos catálogos do artista português.
   The Black and White album ou El album Blanco y Negro.Uma primorosa
selecção de cerca de 300 desenhos,grafite e carvão sobre papel,nos
quais o artista decididamente revela ao público as suas capacidades
técnicas e de pura expressão visual,plus um calibre de qualidade só
testemunhado nos esboços de um Leonardo DaVinci,Salvador Dali,Pablo
Picasso,Matisse e Rembrant.The Black and White album despertando na altura um considerável interesse,acaba por obter ao longo dos últimos anos o aplauso entendido da nova geração de criticos de arte,nomeadamente Marc Gilot,Anneke Frenken,Carol Damisch,Arturo Bermejo,Isabel Lostal,Ariana Martínez,Ulrike van Brug,Arthur Zimmerman,Carmen Olaya,etc...
   Escusado será mencionar Jacob Kotsky,já que para além de amigo pessoal do artista,é sem sombra de dúvida o maior entendido em tudo o que diz respeito a toda uma ampla dimensão envolvendo o personagem,vida e Obra de António Pessoa.
   Inocentemente,em 1998, o artista português acabava de provar que na sua Obra não há truques nem camuflagens tecnológicas,não por sistema e dedididamente jamais por necessidade ou falta de técnica e talento.
   Com o album Blanco y Negro,António Pessoa em terras de Espanha colhe um eco muito mais além das suas próprias expectativas,afirmando-se como "Maestro",como um dos últimos dinossauros do prestigioso conceito da velha e tradicional Escola das Belas Artes!
   No entanto e apesar de que as criticas ao The Black and White album não pudessem ter sido mais favoráveis,em termos de vendas reais não
foi grande coisa.Os coleccionadores continuavam a preferir os óleos sobre tela,seja por snobismo,por tabu ou por puro investimento.
   E uma vez mais,neste campo de,digamos,matéria prima,António Pessoa
estava no seu elemento,domínio e território.
   Aproveitando as lendas e mitos celtico-galaicos,declara uma feroz guerra às telas em branco  plasmando contos e histórias onde "meigas",
corcundas,gaiteiros,duendes,arlequins,frades e monjas,fantasmas, anjos e arcanjos coexistem num todo alegórico e cinemático.Ao emaranhar assim o verossimilhante e o fantástico,António Pessoa vence,conquista,convence e encanta,pintando e dizendo que as fantasias estão irremediavelmente entranhadas no mundo factual e é absolutamente inútil e contraproducente separá-los!
   Agora sim,em óleo sobre tela,António Pessoa já não necessita de mais argumentos e Galiza recebe-o de braços abertos ,em vendas,status social,prestigio e devoção.
   António Pessoa em 2001 e já casado com Irene Luz Iglesias Dona,já é cidadão espanhol,artista português e património galego!
 
  
  
                                 Anabela Tavares
 
 
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                 PORTUGAL ARTE
   
   
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                         Alfredo Moreira - Porto . Algarve
 
                                 Os Anos Dourados
 
 

   Para todos os efeitos,pensem e digam o que disserem,a grande verdade
é que foi em Portugal e muito particularmente na cidade do Porto que o jovem artista António Pessoa marca o golo da tranquilidade e do dia para a noite passa a regime de pintor profissional.Dito e feito,tiro e queda.
   O artista conhece Alfredo Moreira um art dealer atípico,já que de um verdadeiro gentleman se trata.Durante oito produtivos anos estabelecem uma relação de cumplicidade,amizade e profissional,estimulando e
desenvolvendo uma situação de profuso dinamismo ,quer no âmbito da
produtividade artistica,quer no campo de estratégia comercial propriamente dita.Alfredo Moreira sabe criar,desenvolver e manter uma agenda de clientes por todo o país,enquanto António Pessoa,desde muito cedo começando a fazer justiça à sua reputação de excelente profissional...
entrega-se ao oficio das artes plásticas com unhas e dentes,a um ritmo de fabricação, dizem os entendidos,só comparável a Pablo Picasso.
   E do dia para a noite,o jovem pintor torna-se num campeão de vendas o
que leva Alfredo Moreira a não hesitar,passando a comprar pontualmente toda a sua produção.
   António Pessoa,independentemente do facto de aos vinte e muitos anos
gozar do privilégio de uma situação financeira mais que invejável,progride
a passos largos tanto no dominio técnico como nas possibilidades temáticas,de pura expressão plástica,pensamento e inspiração.
   Estes são os Anos Dourados em que o artista pela primeira vez na vida
tem a certeza de que só há um caminho.Arte!
   Os seus tempos de nómada caprichoso e Dolce Vita mediterrânica iam
ficando nas brumas da memória,para darem lugar a um novo periodo, uma nova maturidade e um estilo de vida radicalmente diferente.
   António Pessoa é agora um homem financeiramente privilegiado e artisticamente estimulado e realizado.Contudo,não por uma questão de humildade gratuita mas sim ,melhor dizendo,por pura consciência filosófica;não se deixa ofuscar pelo brilho do sucesso nem se deixa
ensurdeceder pelo som estridente dos clarins da vitória.
   E a prova disto é sobejamente conhecida,já que ao longo dos anos que se seguem,nem a fama nem a glória,vão exercer qualquer efeito na
sua personalidade e muito menos no seu comportamento,social e
profissional.
   António Pessoa nestes primeiros anos da década de noventa compra um novo apartamento em Vila Nova de Gaia,deduz-se que como simples investimento,já que de seguida muda-se para o Algarve.
   Durante cerca de dois anos,vive,namora,trabalha e deleita-se no seu
espaço favorito de Portugal.Aqui,em Armação de Pêra ,produz as suas
primeiras telas panorâmicas de grande dimensão e de temática essencialmente histórica,exaltando o passado glorioso de Portugal,bem como alguns dramas que a todos nos dizem respeito.
   Desta época pode-se fazer especial alusão e referência à Conquista de Lisboa,Aljubarrota e 1755.
   Alfredo Moreira não se deixando surpreender,já que por então menos do artista sabe que não pode esperar,não deixa contudo de sentir uma crescente admiração por António Pessoa,pela sua prolífera imaginação e
muito particularmente pela sua quase sobrehumana capacidade laboral.
   Os ares e a vida do Algarve,como sempre aliás,são de um modo geral,
benéficos para o artista,contribuindo enormemente para um perfeito estado anímico como também para uma excelente condição fisica.
   A sua relação com Armanda Lamy,algarvia de gema e tradição,dá-lhe
o equilibrio necessário para que se sinta no seu absoluto elemento.
   Viajam à noite por todo o Algarve e ao fim de semana são frequentes umas escapadelas a Sevilla,Vila Nova de mil Fontes,Évora e até Lisboa.
   No entanto,apesar do panorama idilico e ideal e como não há Bela sem senão,a relação entre os dois começa a deteriorar-se à medida que Armanda Lamy parece dar sinais de pretender muitissimo mais do que a
Arte de Bem Namoriscar em Toda a Sela!
   António Pessoa,já pai de dois filhos e divorciado,não se sente à altura de semelhante compromisso.Ele e Armanda Lamy já levam um ano juntos
e para o artista,tal como tudo o que é bom acaba,parece-lhe que a situação chegou a um grau de tensão insustentável.
  Começam as suas viajens cada vez mais frequentes ao Porto até ao dia em que decide ficar.
   Infeliz com a forma como tudo terminou,o artista entrega-se freneticamente ao trabalho,criando nesse ano em que de regresso volta a viver na cidade Invicta,um impressionante desfile de óleos sobre tela,acrilicos e aguarelas.Porém o Porto irremediavelmente entristece-o,
provoca-lhe essa indomável e inexplicável sensação de nostalgia e penumbra emocional.
   De passagem por Vila Nova de Cerveira com o seu filho que aí estudava,resolve dar uma vista de olhos mais além do rio Minho.Galiza.
   Vigo!!!
   E aqui,em meados dos anos noventa,mais precisamente em 1996,dá-se
o inicio da sua mundialmente conhecida Época Romântica e igualmente o
inicio propriamente dito da sua brilhante carreira no país vizinho.
   Contudo,de minha justiça digo eu,não convém nem podemos esquecer de que foi no Porto,Portugal,onde  António Pessoa,pelas mãos de Alfredo Moreira,obteve a sua primeira grande oportunidade,a qual,e a César o que é de César,o artista soube aproveitar com o brio,entusiasmo,
honestidade e capacidade de trabalho que são,por assim dizer,as caracteristicas da sua marca!
  
  
   
 
                             Anabela Tavares
 
 
         PORTUGAL ARTE - WORLDWIDE António Pessoa
 
 
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                      ARTE - António Pessoa - ARTE !
 

Arte,Antonio Pessoa - Arte é um conceito absolutamente português,
visando uma nova aposta do artista em território nacional,com uma
linguagem e expressão adequadas às nossas gentes,sem pretender entrar em pretenciosismos de pseudo-erudição,mas pelo contrário fazer chegar a arte e o artista preferivelmente a uma vasta camada da população.Estamos aqui com essa atitude apoiada pelo próprio artista,
o qual precisamente acredita que é tempo de mudar um pouco as coisas ( para melhor!),no sentido de partilhar uma forma de literatura visual tão bela como as Belas Artes e quase tão bela como o belo país que é Portugal.
    Comentava recentemente Pierre Fontanals num artigo sobre António Pessoa para o Xornal Galicia,o estigma de Portugal viver ainda numa atmosfera terceiro mundista,referindo-se ao facto de só abraçar os seus valores ou a titulo póstumo ou quando depois de triunfarem no estrangeiro e chegados a uma idade avançada receberem por fim (que remédio) o reconhecimento atrasado do país que os viu nascer.
   Pensem o que quiserem,especialmente aqueles que pouco se aventuram no país vizinho,seja em trabalho ou lazer,mas o certo é que estas piadinhas subtis aos espanhois "les encanta!".
   Pierre Fontanals,aliás um bom rapaz e grande amigo nosso,pense ele o que quiser.Verdade seja dita aqui estamos nós para pelo menos tentar virar tudo ao contrário.António Pessoa é nosso,pertence-nos e tudo o que estiver ao nosso alcance,não pouparemos esforços em estabelecer uma relação desde hà dez longos anos em Stand By.
   Por estas e por outras, Arte - António Pessoa - Arte, tem como objectivo primordial aproximar o artista de Portugal e vice-versa.
   Se para Vicente Fernández Lago, administrador da Obra do artista na Galiza e Portugal,tanto se lhe dá como se lhe deu esta situação de "nem de mãos dadas nem de costas viradas",para Luis Santiago o caso muda de figura,já que independentemente do facto de ser amigo intimo e colaborador de António Pessoa,vive em Barcelona hà mais de trinta anos
e é com especial orgulho que testemunhou e testemunha a crescente reputação e cotação internacional do artista,concluindo sem o minimo vestigio de mania das grandezas que António Pessoa é um dos grandes embaixadores de Portugal no mundo da arte contemporânea.
   António Pessoa,para o qual esta triste "irrealidade!!" parece,enfim,
coisa de pouca monta,de certeza não perdendo sequer uma hora de sono por esta causa sem causa,contenta-se e até se poderia dizer que se dá por satisfeito com a atenção global que o seu trabalho vai despertando,
dando-lhe até,a bem dizer,um certo prazer em poder gozar de um quase total anonimato sempre que visita Portugal.
   Para Don Vicente Fernández Lago,as razões que vão alimentando esta balsâmica indiferença são mais que lógicas,pois , verdade seja dita e publicada,realiza-se bem mais comercialmente com a Obra do artista português em Espanha do que no Reino de Sócrates!
   CarvalhoPintodeSousaLand!
   Arte - António Pessoa - Arte, é um projecto de tranquila comunicação,no
idioma de Camões,apenas um projecto,não uma revolução.Os portuguêses decididamente que o merecem,justamente agora em que tão na moda está essa coisa dos Grandes Portuguêses.E falando no Diabo,uma coisa do arco-da-velha,já que Maria João Pires ficou nos últimos dos cem e o António Oliveira...bem mais à frente,e escandalizado ficou o Dr. Mário Soares.E esta,hein?Cá por mim,com certa razão.
   E a questão fica no ar!Será que os portuguêses sentem desesperadamente a falta de Grandes Portuguêses ou será que os Grandes Portuguêses sentem a falta de Portugal?
   Arte - António Pessoa - Arte tenta de alguma forma contribuir para a
eliminação deste lapso,ainda de todo não crónico ,porém roçando a
tragico-comédia.Luis Santiago(Barcelona),Rafael Medina (Lisboa-Madrid),
Veronica Amaral (Lisboa),Gabriela Hoffman(Estoril) e eu própria,por agora
constituimos o Todo desta transpiração de pura carolice,ainda que
muito generosamente António Pessoa nos continue decorando as paredes de nossas casas com o que ele melhor sabe fazer.Pintura!
   E efectivamente é a pintura de António Pessoa que tencionamos divulgar ao público português um tanto ou quanto adormecido com papas de sarrabulho e "Morangos com Açucar"!!!A ideia de Luis Santiago deu-nos um entusiasmo que sem sabermos nos faltava.
   Merecemos finalmente uma referência cultural com pés e cabeça e
decididamente pernas para andar.
   Arte - António Pessoa - Arte,acaba por reunir cinco pensamentos num só discernimento.Uma equipa consciente de que algo de muito importante
no seio da arte contemporânea se está a passar.Um algo muito artistico,
genial e muito português,o inventor de si mesmo e agora que já não restam dúvidas, o inventor da Nova Era !
  
  
   
                    Anabela Tavares
 
 

                 PORTUGAL ARTE
   
   
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                              Expo . Hotel Le Meridien
 
 

   António Pessoa regressa ao Porto en finais dos anos 80 para se reencontrar com um animado turbilhão de amigos e predestinado a conhecer outros tantos.
   Comodamente instalado no seu espaçoso T4 ,apetrechado com o excelente piano de marca Pleyel ,uma prenda vitalicia da sua avó paterna,
encontra igualmente neste apartamento os metros quadrados mais que imprescindiveis para retomar a actividade plástica.
   Em contraste com La Vída Loca do sul de Espanha,a cidade do Porto parece-lhe envolta num manto de nostálgica melancolia.A sua adaptação a este ambiente ao principio parece-lhe rigorosamente impossivel,contudo os amigos de colégio e os novos com quem vai estabelecer relação,
acabam por fazer peso na sua decisão de ficar por algum tempo.
   Mãos ao trabalho e em escassos meses o atelier da cidade Invicta já dá
sinais de intensa actividade e mais importante sinais efectivamente palpáveis de prolífera produção artística.António Pessoa imediatamente
despacha os seus piores trabalhos vendendo-os aos prestigiosos leiloeiros de Mouzinho da Silveira e a um marchante de Fonte da Moura
que avidamente compra tudo o que o artista lhe disponibiliza.
   No entanto as suas obras primas vão sendo meticulosamente seleccionadas e armazenadas para eventos de,digamos,mais prestigio.
   António Pessoa conhece por fim Ana Ferreira Mendes,então sub-directora de informação da RTP Porto,com quem passa a viver em regime semi-matrimonial.Ana Mendes interessa-se não só pelo artista como pela sua arte.Prepara-lhe uma serie de exposições,nomeadamente no casino de Espinho,galeria das caves Sandman,casino da Póvoa e finalmente a
apoteose desse programa tendo lugar no Hotel Le Meridien.
   Para grande surpresa do artista,aliciante surpresa,imagino,metade das obras expostas foram vendidas na noite da inauguração.Ana Ferreira Mendes,devido à sua posição no seio da RTP Porto,tinha feito questão de
preparar uma razoável cobertura mediática,convidando os seus mais proeminentes amigos da alta esfera portuense;e como amigos dos nossos amigos nossos amigos são,a Vernissage acabou por ser um desfile de alta costura,má lingua,beijinhos e palmadinhas no ombro,um
patatipatatá que se prolongou pela noite dentro,mas que sem tirar nem pôr acabou por mostrar ao jovem António Pessoa que nem tudo o que reluz é ouro e que a sua Obra era altamente aplaudida na sua cidade Natal.
   Mas apesar de tudo e do grande êxito então,ainda não foi dessa que o
irreverente artista ganhou o gosto pelas ruidosas vernissages.De facto os
próximos anos vão corroborar esta afirmação na medida exacta em que António Pessoa muito raras são as vezes em que efectivamente comparece às inaugurações,quer porque se encontre num outro lugar e num outro fuso horário,quer simplesmente porque tanto quanto se sabe,
sustenta a opinião de que a Obra fala por si e a presença obrigatória e protocolar de quem a deu à luz é justamente uma situação supérflua e
até de inspiração exibicionista,logo perdoável.
   Esta exposição não tendo sido necessariamente o despoletar de um entusiasmo latente,terá sido segundo a lei das probabilidades um binóculo de alta precisão,mostrando uma perspectiva de futuro artistico profissional,o qual como hoje sabemos de facto acabou por se concretizar.
   E para,enfim,comprovar a minha tese,verificamos que nos anos que se
seguiriam,artista António Pessoa gradualmente vai moldeando a sua forma de viver no formato atípico que lhe é peculiar.A sua carreira desenvolve-se com soltura,sorte,organização mas também inevitàvelmente apoiada por uma razoável habilidade de liderança,porém
curiosamente contrastada por um paralela postura de descompromisso,
como que salvaguardando  uma integridade interior,uma forma de viver e
gestionar o espaço e o tempo,como só os soberanos do Renascimento sabiam fazer.
   Apesar de que a sua conversão a tripeiro de gema nunca se tenha por
assim dizer concretizado,António Pessoa efectivamente e para sempre fica a dever à cidade que o viu nascer,o grande arranque profissional,bem como um status financeiro muitissimo acima do que se poderia esperar
para um jovem artista récem-chegado ao mercado e ao mundo da Arte.
   E resumindo e concluindo,a exposição no Hotel Le Meridien fica como um marco histórico na vida e Obra de António Pessoa,talvez a fronteira entre o irresponsável,delicioso mundo de aventuras e o pensamento plástico erudito,desenvolvimento técnico,relação artista - temática,levado ao expoente máximo da Arte por excelência!
  
   
 
 
                        
                    Anabela Tavares

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                                  Amsterdam,Nederland

 

Enquanto os lobos uivam e os cães que ladram...não mordem,Mr.Jacob
Kotsky,amigo pessoal de Vicente Fernández Lago e amigo intimo e estreito colaborador de António Pessoa desde finais dos anos 90,a partir de 2003...
começa a interessar-se pela feitura da biografia do ainda jovem artista.
   Em 2003 escreve um sem número de artigos sobre a vida e Obra do pintor,traduzidos do inglês ao castelhano por Luis Santiago e editados
na publicação do catálogo La Época Romántica de António Pessoa.
   No entanto só em 2006 Jacob Kotsky começa realmente a escrever a um ritmo acelerado,os capitulos mais interessantes e relevantes da vida e Obra do artista.
   Ainda que About Antonio Pessoa,um livro que promete e compromete,
por agora não passe de uma infinidade de apontamentos dispersos e anacronicamente fragmentado,tudo indica que venha a ser muito brevemente uma realidade enciclopédica,biográfica,mordaz e sobretudo
profundamente analítica.
   Através desta biografia o leitor viaja no tempo até aos dias em que António Pessoa vive entre Londres e Amsterdam,ganhando a vida como pianista e já estabelecendo seriamente uma forte relação com as artes plásticas.
   O adolescente António Pessoa entra no mundo da pintura com a naturalidade desconcertante daqueles a quem o talento não lhes falta.
   Num caso muito particular,Amsterdam é uma cidade em plena ebulição social,cultural e cosmopolita,o palco perfeito para um jovem curioso e irrequieto.Enquanto Portugal,mergulhado num conturbado periodo pós-
revolução e pós-guerra colonial teria sido o golpe de misericórdia para um
espirito sensivel e já habituado ao avanço social do norte da Europa,para
António Pessoa, Holanda é um quarto de brinquedos,que é como quem diz,um epicentro de actividades diversas como música,teatro,arte...e sexo!,que o artista aproveita e assimila ,desenvolvendo a sua intuição emocional e criativa e projectando-a sem pedir licença em todas as
actividades em que participa,música,teatro e finalmente a pintura.
   António Pessoa vive seis anos em Amsterdam (ou Amsterdão!),seis intensos e aventureiros anos trespassados aqui e acolá por algumas timidas e curtas visitas ao seu pais de origen,ainda muito a preto e branco
para o apetite cromático do jovem talento.
   Contudo estes loucos e felizes tempos em terras flamengas,são ciclicamente interrompidos pelas inúmeras visitas que faz a Paris,Londres,Berlim e Copenhaga (Copenhagen!).António Pessoa de
"blue jeans" e "moon beams",também visita Veneza,Grécia e por duas
vezes Marrocos.Umas vezes só,outras vezes com amigos e por último com a sua companheira holandesa,Yvonne Smit.
   Também é com Yvonne Smit que António Pessoa passa os seus últimos tempos na Holanda,vivendo sete meses em Groningen e regressando a Amsterdam para uma derradeira despedida.
   Estamos em meados dos anos 80, quando o artista com vinte e poucos anos de idade regressa ao Porto em jeito de visita de médico,para logo
viajar para o Algarve e sul de Espanha,onde durante alguns anos interrompe dràsticamente a sua actividade pictórica,vivendo única e exclusivamente da música,tocando o piano em hoteis e pubs desde Albufeira até Málaga,desde Torremolinos até Ibiza.
   É esta ilha balear que António Pessoa visita pela primeira vez com apenas quinze anos de idade,que muito anos depois vai ser o seu cantinho paradisiaco e o seu Home Studio semi-tropical.
   Em 1998 o artista luso viaja de automóvel até à sua querida cidade holandesa para um reencontro depois de tantos anos.
   No entanto só a partir do momento em que se instala em Barcelona,
António Pessoa desloca-se a Amsterdam com frequência entrando em contacto com velhos amigos e fazendo novas amizades,desta vez quase todas elas de uma forma ou de outra directamente envolvidas no mundo das artes plásticas.
   Em última análise se Porto é a sua cidade Natal,para António Pessoa,
Amsterdam,Nederland,ficou,é e sempre será decididamente uma das suas cidades favoritas!
 
 
                        
                    Anabela Tavares
 

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                                   O Ciclo Zodiaco


 
   Se muitos pensam, e a verdade é que pensam,que grande parte de êxito de António Pessoa foi tudo uma questão de sorte,estão redondamente enganados.Talvez,digamos,que muito possivelmente o artista tenha nascido com o "coiso" virado para a lua,mas o mais certo e justo é efectivamente concluir que Pessoa...António parece ter sempre sabido fazer-se rodear e acompanhar de colaboradores não só multifacetados mas essencialmente inventivos.
   E um grande exemplo desta teoria foi a posta en prática do Ciclo Zodiaco em 2003,já o artista vivendo e trabalhando em Barcelona.
   Tanto Luis Santiago como Pierre Fontanals mostraram-se à altura da situação tanto mais que a operação foi concluida com extrema eficácia,
organização e actuação em termos de tempo real,aquilo que no corrente anglicismo se conhece por "Timing".
   O Ciclo Zodiaco,inventado por Gala e Salvador Dali em Paris em plenos anos 30,baseava-se na idea de que cada colecionador de arte se comprometia a adquirir um quadro do artista catalão uma vez por ano.
   Isto somado por algumas dezenas de colecionadores permitiu a Gala e Dali usufruir de uma metódica situação financeira que por assim dizer lhes permitia um nivel de vida adequado às extravagâncias do casal sem deixar obviamente de mencionar o facto que esta tranquilidade económica
fez com que o então jovem surrealista pudesse de facto dedicar-se de corpo e alma ao trabalho sem a necessidade de fazer qualquer tipo de cedências.
   Dito e feito.Pierre Fontanals conhecedor deste modus operandi,
aproveitando eu desde já a oportunidade de referir e salientar o facto de que seus pais eram amigos intimos de Salvador Dali,convence António Pessoa a fazer o mesmo,ou pelo menos a  editar uma nova versão da ideia.O sitio e o momento eram mais que propicios,isto é,Barcelona 2003,
precisamente numa altura em que a Obra do artista luso começa a chegar e a suscitar interesse não só na Europa como também no outro lado do Atlântico,nomeadamente Chicago e Indianopolis.
   Por conseguinte,mãos à obra e a arregaçar as mangas.Pierre Fontanals,António Pessoa e Luis Santiago,com a imprescindivel participação de Vicente Fernández Lago,começam a recompilar todos os clientes da Obra do artista até à data.Em 2003,segundo fontes fidedignas
o resultado final ascendia a mais de um milhar de regulares.
   O projecto e o programa do Ciclo Zodiaco foi enviado imediatamente via postal ou e-mail,obtendo num curto espaço de tempo uma adesão satisfatoriamente surpreendente.
   Deste modo António Pessoa libertava-se de compromissos pouco aliciantes com galerias de arte,passando a vender directamente aos colecionadores e a organizar exposições da sua Obra por sua própria conta e risco.
   A sua situação financeira triplicava de un dia para o outro,um fundo de maneio que o artista e os seus colaboradores através de um excelente trabalho de equipa não perderam tempo em investir,viagens Europa e Estados Unidos,longas estadias em luxuosos hoteis,web designers,
e dinner-parties onde era convidada a elite de Barcelona,potenciais novos colecionadores,jovens criticos de arte de toda a zona Euro e como não podia deixar de ser directores de galerias de arte,os quais mesmo não usufruindo do privilegio de se encontrarem no top 10 dos VIP,dadas as novas circunstâncias,também não eram nada para se deitar fora.
   António Pessoa,mais do que nunca antes,envolve-se num sistema de trabalho,divulgação e comercialização da Obra,totalmente independente do lento e entediante esquema das galerias de arte.
   Muito mais que proveito financeiro,estimulo laboral e satisfação pessoal,o Ciclo Zodiaco traz à vida de António Pessoa uma refrescante dose de adrenalina,inspiração,tranquilidade e decididamente,motivação.
   Hoje em dia e graças ao Ciclo Zodiaco,o artista luso conta com um número,a bem dizer,inconfessável de clientes regulares da sua Obra,que em última análise lhe permite dar-se ao luxo de efectivamente poder escolher as opções e situações que mais lhe agradam e certamente as mais adequadas ao seu temperamento,Obra e ambições .
 
 
                        
                    Anabela Tavares
 

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                             TODOS ESTES 10 ANOS !


 
   Mais uma vez,depois de dois anos,Hotel Albergaria Don Manuel abre as
suas portas ao público galego e do norte de Portugal para outra retrospectiva da Obra de António Pessoa.
   Ao que parece segundo fontes fidedignas muitas outras exposições do artista luso estão previstas aqui mesmo no jardim à beira-mar plantado.
   Justamente a Obra que por estas terras galaico-portuguêsas foi aqui
executada pela inspiração e mãos do artista,parece que por cá fica ,pelo
menos na sua esmagadora maioria.No periodo de Vigo,1997-2002 , mais de 3.000 óleos sobre tela nasceram para a eternidade no estudio de António Pessoa,para não falar das centenas de aguarelas,técnicas mistas
e acrílicos sobre papel.Conveniente também é não esquecer que o
controverso album Black and White foi concebido e editado no espaço destes super-produtivos anos.
   Após uma época de relevante trabalho do autor nos primeiros anos da década de 90,estimulada e comercializada por Alfredo Moreira enquanto
António Pessoa viveu no Porto ; Vigo,Galiza,Espanha recebe de braços abertos um artista português até à data desconhecido em terras do Finisterre.Vigo será,durante cinco divertidos anos de intensa fertilidade artística,a cidade onde Antonio Pessoa vive e trabalha e se apaixona pela terra e pelas suas gentes,inclusive acabando por contrair matrimónio com uma espanhola.
   António Pessoa acaba por tornar-se no artista luso mais conhecido em terras galegas de todos os tempos.Hoje em dia nem mesmo Vieira da Silva
parece gozar de tanta popularidade.
   Numa terra de boa gente,mas onde os portuguêses até hà pouco tempo eram olhados de soslaio,António Pessoa consegue a proeza das proezas
tornando-se decididamente num excelente embaixador de Portugal.
   Porém,o artista desde muito jovem habituado aos pros e contras de se ser estrangeiro (...e português!) em vários paises europeus,nomeadamente em Amsterdam e Londres onde viveu durante seis anos...em terras galegas não se deixa ficar pela simples visita,mas sim acaba por ser aceite como património cultural da velha Galiza.
   Lorenzo Quinn,filho do mesmíssimo Anthony Quinn,em finais dos anos
90 na noite da inauguração de uma exposição de esculturas de sua autoria,nada mais nada menos que no prestigioso Club Financiero de Vigo
conhece António Pessoa e incute-lhe,por assim dizer,um bichinho
chamado Barcelona.
   O artista luso ainda solteiro e depois já casado faz diversas viajens à
cidade Condal,BCN,Sitges e Castell Defels,acabando por instalar-se em Barcelona em meados de 2002.
   Aqui começa uma nova etapa da sua vida e muito particularmente a sua expansão na Europa e Estados Unidos.Vicente Fernández Lago,Luis Santiago,Nancy Igartiburu,Jacob Kotsky e Pierre Fontanals (entre outros)
acompanham-no nesta dificil mas fascinante aventura.
   Brigitte Lucas e Agnès Teixidó colaboram com o projecto de António Pessoa em Barcelona e David Leonardis em Chicago.2004 é um ano decisivo na carreira do artista na medida em que por uma serie de
merecidas e devidas circunstâncias é catapultado para uma nova escala de valor e reconhecimento ibérico e internacional.
   Talvez para desanuviar do reboliço da grande metropolis, António Pessoa em 2005 consegue uma autêntica pechincha e compra uma casa-estudio em Santa Eulalia,Ibiza,aquilo a que o artista não tardaria em chamar Home Studio.Home Studio-António Pessoa tem-se tornado quase numa lenda,como se de uma marca se tratasse,mas essencialmente o retiro paradisiaco de um homem que adora o mar,sol e natureza.
   Tirando partido da situação,Pierre Fontanals,Luis Santiago e o erudito
Mr.Jacob Kotsky aproveitam a ideia do Home Studio para criarem um
espelho mediático da verdadeira alma do artista.
   A partir de 2005 Antonio Pessoa regressa a Portugal e Galiza com certa assiduidade,no entanto sempre de maleta na mão e mais o seu habitual ar de resignação de um homem que no fundo o que mais lhe apraz e o faz realmente feliz é sem tirar nem pôr o velho critério de amigos amigos,
negócios aparte,profissão muito bem,mas paz e sossêgo.
   Enquanto Vicente Fernández Lago e os seus colaboradores locais preparam uma serie de exposições em Portugal e Galiza,2007,Antonio Pessoa faz os últimos preparativos para mais uma vez enfrentar o seu grande amor e a sua grande dôr de cabeça.Nova Iorque!
   Home Studio em Ibiza fica à espera do regresso do dono da casa,sem dúvida uma promessa de mais uma longa temporada de invenção,trabalho e Obra no seguimento da sua nova linha pós-contemporânea,The New Era.
   E ainda teimam alguns em dizer que já está tudo inventado?
 
                        
                    Anabela Tavares
 

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                       António Pessoa,Coração de Leão

 
António Pessoa,sempre fiel às suas convicções,sempre fiel aos seus enraizados principios de base,não se fazendo de rogar,porque nunca foi aliás o seu estilo nem sequer pretender ser o que não é,fazer o que não lhe compete nem amaldiçoar os anjos porque o mundo está como está,
...mais do que nunca igual a si próprio e mesmo na dúvida da saudável
meta-filosófica-física...seguro de si e de olhos postos no futuro,os pés bem na terra e a Arte no momento presente...
recusa ou ignora propostas ou situações alheias à sua indomável vontade...não certamente por cinismo ou arrogancia,mas sim sobretudo porque ao que tudo indica nada tem a perder,o que pode muito bem significar pura e simplesmente não ter medo de perder...o que nos leva a concluir que na pior das hipóteses ...só pode ganhar!
  No fundo e no todo,António Pessoa actua como sempre tem actuado.Imagina um quadro e pinta-o à sua maneira.
"I did it my way" de Sinatra se não fôsse o infeliz anacronismo poder-se-ia pensar que este tema foi escrito a pensar em Pessoa,António Pessoa.
  "My way" no entanto ainda pode vir a ser o hino de um artista português
,porque nasceu em Portugal...acima de tudo um europeu,já que Europa
é o seu palco favorito,desde o romantismo de Amsterdam,a cidade que o viu crescer até ao brilho semi-tropical de Barcelona,cidade onde reside
e trabalha .Desde Paris,cidade por onde passou mil e uma vezes e mil e uma histórias até Ibiza,a ilha dos seus amores e aventuras de fins de Primavera.
  Porém a questão importante neste momento,é decididamente o seu teimoso pacto com a situação perfeita.António Pessoa rejeita situações mediocres talvez com receio a ter uma indigestão...mas em última análise,o mais certo a bem dizer,é que o artista luso é o prototipo do homem que sabe sempre o que quer.
  Aquilo que o torna numa Pessoa dificil ,justiça seja feita à sua reputação,não será certamente um humor de bradar aos céus,mas sim
um Coração de Leão que não se deixa domar nem com chicote e muito
menos com palavras meigas.
  Simplesmente António Pessoa inventou um estilo de vida,numa selva de betão,feroz e perversamente ambígua.Por assim dizer,não querendo abdicar da sua invenção,o artista muito frequentemente diz Não!
  Ouvir o artista dizer que Sim,muito possivelmente é porque alguém...ou uma situação...abriu-lhe o apetite,abrindo as portas do seu Coração de
Leão!
  A história como sempre continua,na arte,na vida,no mundo,como uma saga infinita,como só um anjo na selva poderia conceber!
 
           Luis Santiago
 
                 Barcelona, 10/3/07

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                      António Pessoa - Contemporary Plus

  O artista luso António Pessoa,a partir de 2006 que sem dúvida parece abdicar das suas velhas influências e interferências,rompendo bruscamente com os tradicionais modelos,mitos e os últimos vestigios da
sua tão polémica,boémia e academica Época Romântica,1997-2002.
  Barcelona,foi desde 2002 o principio do seu Stand By necessário,o seu periodo de reflexão,consagração no país vizinho,um progresso mais que evidente a nivel de maturidade pessoal e um acumular de experiências,
tudo isto inevitàvelmente culminando numa transformação absolutamente
metamorfósica e justamente,como não podia deixar de ser,absolutamente
drástica no domínio das artes plásticas.
  A Nova Era - The NEW ERA, António Pessoa - é precisamente a prova inegável de uma nova tomada de consciência plástica,de intuição cromática e de expressionismo conceptual inovador.
  Longe estão os tempos de Atlantis,Vigo e Porto,discotecas,pubs,noites
de boémia e aventuras mas acima de tudo longe estão os tempos em
que António Pessoa ainda vibrava e brindava com os velhos mestres do século vinte,nomeadamente Francis Bacon,Vieira da Silva,Matisse,Picasso
, Dalí,Kandinsky...para não mencionar as desventuradas influências da
retrogada pintura galega.
 
  António Pessoa,despe os trajes das velhas e obsoletas vanguardas e
renasce frescamente exorcisado como se de um novo personagem se
tratasse.
  Amaldiçoado por uns e admirado por muitos,o certo é que o artista português promete um futuro artistico,humano,profissional como aliás era
de esperar.
  Mais que contemporâneo,António Pessoa dá claramente a entender que as
suas ambições plásticas vão muito mais além do "Fashion",na verdade o
artista decide sem avisar dar um grande salto em matéria de invenção plástica
passando do Neo para o Plus.
  Eu,pessoalmente ainda que não surpreendido,pois outra coisa do homem não
se podia esperar,devo no entanto reconhecer- na mesma e precisa medida em que muitos jovens criticos de arte já isto têem como dado adquirido e facto
consumado - que António Pessoa mais do que Veni,Vidi,Vici... ultrapassou-se a
si mesmo com a coragem a que já nos tem habituados e como um dos grandes
portuguêses de sempre!
 
        Luis Santiago
 
           Barcelona, 7/3/2007
 

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                     Antonio Pessoa - Hammersmith,London,U.K.

 
 
  A bem dizer,António Pessoa inicia a sua carreira artística em Londres e